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Oscar Araripe


Oscar Araripe vem contribuindo para a renovação da pintura, tanto por seu traço e colorido original, espontâneo e inusitado, como pelo uso da tela sintética (vela náutica) e de estruturas tubulares como moldura e suporte, que lhe permitem expor continuamente ao ar livre e diretamente ao grande público.
Inaugurando novos espaços para a pintura, Araripe expôs em 91, em Brasília, no mezanino da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional e em 92, no Arpoador, no Rio, O Pilar do Uaupés, de original cunho cultural.
Seus painéis sobre Tiradentes, mostrados em abril de 1992, simultaneamente, nos jardins do Museu da República, no Rio e no pátio do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, durante os festejos do Bicentenário, foram depois expostos no Museu Mineiro, em Belo Horizonte.
Ainda em 92, expôs Pipas, na rotunda do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio, e em junho, no Jardim Botânico, Extinção Nunca Mais, mostra incluída na Eco-92 e vista por um público estimado em 2 milhões de pessoas.
Em julho de 93, reinaugurando o Festival de Inverno de Ouro Preto, expôs Pipas da Liberdade, na Praça Tiradentes e, em dezembro, Natividade, na Igrejinha de Brasília.Ainda em 93 pinta Ouro Preto, expondo 16 telas na Fundação de Arte de Ouro Preto e na Villa Riso, no Rio.
“Ninguém pintou Ouro Preto mais bonito do que ele, tão radiante - e olha que não é fácil achar o brilho por baixo do peso da História" - diz Gustavo Praça em Capinando o Rio.
Suas paisagens, flora, bichos, eróticos e também suas transcrições visionada da arte arcaica brasileira vem merecendo a atenção de consagrados nomes da crítica, do jornalismo e da cultura, tais como Frederico Moraes, Jean Boghici, Alberto Beuttênmuller, Walmir Ayala, Augusto Marzagão, Luis Galdino, Milton Ribeiro, Marcio Cotrim, Fernando Lemos, Mario Margutti, Tertuliano dos Passos, Marylka Mendes, João Bosco de Castro Teixeira, Rubens Araújo, Hélio Carneiro, Gustavo Praça, José Geraldo Heleno, Wilson Lima, Oyama Alencar, Palhares Jr., Susan Holland, Cherlânyo Barros de Castro, Vicente Botin e Rosa Girardi..
”Suas posições, seu modo de vida, sua obra compõe um todo harmônico, a concorrer por certo para esse inusual e feliz transbordamento verdadeiramente fantástico, extraordinário, que sua pintura revela" - diz Wilson Lima.
Em março de 1994 abre Galeria Pessoal em Tiradentes - MG, onde passa a residir. Em abril, durante o 7º. aniversário da Funrei, expõe ao ar livre Tiradentes, o animoso Alferes, em São João del Rei. Em julho, abrindo o 7º Inverno Cultural, expõe Pipas de São João, em vários pontos da cidade.
Em março de 1995 realiza pintura interativa com as crianças de Tiradentes, durante a Jornada Cultural da UFMG, expondo a obra O Dia e a Noite, ao ar livre, no Largo das Forras.
Em julho inaugura a mostra Tiradentes, a animosa cidade, no antigo Forum, expondo 15 telas sobre a adorável grande cidadezinha.
Em dezembro do mesmo ano pinta São João del-Rei, expondo 14 telas no Museu Regional.
Em 99 volta-se para o mar e pinta a Ilha Comprida, no litoral paulista,e San Simeon, na Costa Central da Califórnia, USA.
Em 2000 expõe virtualmente A Dança do Tamanduá-Bandeira, ganha o World Art Award of Excellence, da ArtSpace2000, é convidado como expositor no World Art on Paper 2000 Festival, em Kranj, Eslovênia; tem seu site incluído nos 100 Top Art Sites e ganha mais 22 prêmios internacionais de arte. Em julho e agosto de 2001 expõe no Museu da Cadeia, em Porto Seguro, Bahia, marinhas e paisagens de Trancoso.Em novembro é convidado pela TriAmericas.com para expor sua escultura/pintura Cavalo, na Cork Gallery, no Lincoln Center, New York e seus banners Entidades da América na Paul Robeson School, em New Jersey, USA.
Em 2002 abre nova galeria pessoal na Cidade Histórica, em Porto Seguro, Bahia, onde passa também a residir- e o vídeo Oscar Araripe, de Cesar Tolentino e Marinho Antunes, vence a V Mostra de Cinema de Tiradentes, MG. Em 2003 é convidado para expor na IV Biennale di Firenze, Itália e participa da mostra Solidarity, em Toulouse, França e Madrid, Barcelona, Espanha. Em 2004 espõe Flores para los Vivos, em Juiz de Fora e Ceará na Universidade do Cariri, Crato e no Centro Cultural Oboé-Iracema.Ainda em 2004 pinta o retrato da heroína Bárbara de Alencar, sua hexavó, assim como sua fazenda do Pau Seco, no Crato do Araripe.

“Araripe, sua pintura, para mim é poesia. Tem a beleza das cores, a pureza e a alegria das crianças e o talento do artista. Assim criam os verdadeiros mestres" - diz Milton Ribeiro.

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